domingo, 29 de junho de 2014

Tipo de pessoas

O meu tipo preferido de pessoas são aquelas que espirram de uma forma engraçada, que se riem com as mãos na barriga, aqueles que quando tropeçam fingem que estavam a correr, que saem de pijama para a rua e que acordam com um sorriso no rosto.
Aqueles que não planeiam todas as coisas, que pedem licença e dizem obrigado, que pedem desculpas quando é preciso, que choram a ver filmes, que são muito sinceros mas que sabem como e quando falar, aqueles que quando falam olham-te nos olhos, os que dizem ' odeio-te' quando na realidade querem dizer 'amo-te' , que sabem sempre meter conversa, que organizam festas surpresas, que querem sempre sair para jantar, aqueles que ma fazem rir, que me fazem sentir especial e que se importam,  aqueles que não têm vergonha de serem felizes, aqueles que realmente gostam das pessoas.
Exatamente pelo facto de adorar este tipo de pessoas é que ja não te vou dar mais atenção, nem mesmo ficar na expetativa de falar contigo.
De todas as maneiras, tu me provaste que não te importas e que vives bem sem mim.
Como se costuma dizer: Um dia toda gente cansa de correr a trás de quem sabe exatamente o caminho para chegar até nós, e tu conheces muito bem esse caminho, mas não te deslocas na sua direção por isso acabou.
Deixei-te ler-me, saber exatamente o que gosto e não gosto, o que me faz rir e o que não faz, como são os meus amigos e o quanto eras importante, agora é a tua vez ...
Se não foi importante para ti, se não significou nada e que nunca te interessou conseguiras esquecer este assunto tão rápido como o meu silêncio de agora em diante para contigo, mas por mais que este silêncio continue, o que realmente preciso de saber é se sou importante para ti.
Cometi erros e um deles foi gostar de ti, mas também como se diz, deve-se olhar para as cicatrizes não como algo feio e doloroso mas sim como algo belo e poderoso, pois estas cicatrizes significam com letras maiúsculas o EU SOBREVIVI E CONTINUEI.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Fortaleza de Cristal

Ela é uma rapariga que parece forte, não gosta que a rebaixem, faz de tudo para superar os seus medos, guarda para si tudo o que não quer mostrar ao mundo.
Adora as amizades que tem e as que faz, faz os outros rir, está sempre disposta a ajudar quem precisa, não gosta de mentiras, sabe impor-se quando é preciso, sabe quando é preciso estar calada, sabe o que quer da vida, adora um bom bacalhau a Brás, vive para dançar, adora arte, gosta de se sentir livre, gosta de ter o controlo de tudo.
Mas o que não sabem na realidade é que ela é uma rapariga insegura, muitas das vezes não sabe qual o melhor caminho a seguir, muitas das vezes não sabe o que dizer, gosta de passar tempo sozinha, gosta de ouvir musicas tristes, gosta que também a façam rir, gosta de se sentir segura, odeia seriamente pimento, odeia matemática, tem medo do que a liberdade pode trazer, tem medo de perder os seus amigos porque os amigos que tem são tudo para ela, tem medo de falar demasiado, tomou muitas decisões na vida sem saber se era o mais certo.

Hoje ela tem medo que o telemóvel toque e que seja o rapaz do qual gosta, bem será que me referi que ela também tem medo que dizer o que realmente sente por ele em vós alta?!
Pois, ela é demasiado insegura em relação ao amor, ela cresceu demasiado rápido, tomou decisões demasiado cedo, passou a ser tratada como uma mulher antes do sol nascer, ela aprendeu o significado da palavra maturidade, ela tenta não acreditar nele, ela tenta fingir que não está despedaçada, ela tenta sorrir cada vez que o sol volta a nascer.

Uma casa de bonecas é o que consegues ver, mas essa casa de bonecas está bem longe do que é a realidade dela, pois na sua realidade essa casa de bonecas é feita de vidro, ela tem problemas, tem preocupações e as vezes chega a ser demasiado para ela, tão demasiado que pode colocar em risco o vidro de que é feito a sua casa. Talvez ela possa esperar por ele, talvez não, será que ela quer continuar a fingir que não se passa nada? E quando for impossível para que o nome dele desapareça da sua cabeça? Bem, ela acha que acabou de se despedaçar.
Quando tudo o que se vê a nossa volta não é tão perfeito quanto esperávamos, quando o ponteiro do relógio gira e nós ouvimos o seu barulho.. É disso que ela tem medo, do silencio, um silencio que dure para sempre, que o frio faça-se sentir, que as musicas tristes que ouve toquem demasiado alto, que a tal casa de vidro que é o seu coração se parta totalmente.

Aí não seria fácil reconstruir-lo não é ? Ela já perdeu amigos antes, já foi ignorada muitas vezes, muitas vezes não se fez ouvir, muitas vezes não lutou pelo que queria, mas se olharem para a sua casa de vidro, esta tem as portas abertas, afinal não podemos fugir para sempre do que a liberdade nos pode trazer, mesmo que isso envolta ficarmos partidos por dentro.
Esta sou eu, pronto, não adianta esconder, duvidas, incertezas, certezas, muitas coisas não se podem consertar, outras podem ser construídas, tenho as portas abertas, mas aviso, não vale a pena tentares se não me queres amar por mim.