segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Noites acordadas - poesia

Levantei-me da cama e saí, mesmo sabendo que dói, levantei-me.
Vesti-me, pus a maquilhagem, arranjei o cabelo e consertei a armadura, fechei o coração e sai pela porta fora. Enfrentei o vento e sorri para o sol, olhei para ele e segui diante no meu caminho, enquanto fui passando por ele, a minha mente só repetia ' não caias, não caias, não caias, engole esse choro, sê fria, e continua o teu caminho. Enfrenta os teus problemas com a cabeça erguida, reaje, vai, continua a andar, não penses que és a única que sofre, para de ser infantil, a culpa não é de ninguém, apaixonaste-te agora aguenta, controla-te, sê forte, sê feliz sê uma mulher'. Pus os óculos de sol e a mala ao ombro, levantei a cabeça e segui, tentei aguentar-me nos saltos, porque aquilo custava tanto ?? porquê que não podia olha-lo nos olhos sem começar a chorar? Recordar-me de todos os momentos era quase como um tormento, foram noites em branco a passear à beira mar, ver o pôr do sol, e nunca mais querer acordar.

Noites acordadas,
pensamentos habitados por recordações passadas,
vou rabiscando textos, palavras perdidas,
tentava encontra-las, mas pareciam desvanecidas.
Café e chocolate quente, são os meus grandes amigos
Aconchegando-me na cama, sem sorrisos .. todos perdidos
Algo me atormentava, mas não fazia sentido
Eu não me deixava sofrer, por um coração partido.
A cada lágrima, mais uma linha era escrita
E formava assim, a mais bela poesia.
Expressar-me através da escrita, não há sensação maior
Mais um gole de café quente, ai como me sinto melhor!
Libertando-me em seguida,
Acrescentava palavras que me faziam sentir perdida,
Sentimentos de amor e alegria,
Coisas que não sabia que existia.
Estaria apaixonada novamente?
Só se for por poesia!

0 comentários: